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Manchas na pele e exposição ao sol: o que você precisa saber  

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Você sabia que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele corresponde a cerca de 30% dos diagnósticos desta doença no Brasil? Ele está diretamente ligado à exposição excessiva e desprotegida ao sol.  

Mas, mesmo com esse dado alarmante, muitas pessoas ainda subestimam os danos que os raios solares podem causar à pele. Por isso, como médica dermatologista e cirurgiã dermatológica especialista, quero compartilhar informações importantes sobre como as manchas podem surgir, quando devemos nos preocupar, os cuidados necessários e o que você pode fazer para cuidar da sua pele de forma segura e efetiva.  

Como o sol influencia o surgimento de manchas? 

A radiação ultravioleta (UV) do sol estimula a produção de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele. Quando essa produção ocorre de maneira desigual ou excessiva, podem surgir manchas escuras, conhecidas como hiperpigmentação. Os tipos mais comuns de manchas associadas à exposição solar incluem: 

  • Melasma: manchas escuras, geralmente no rosto, que podem ser agravadas pelo sol e por fatores hormonais. 
  • Lentigos solares: também chamados de “manchas senis”, são pequenas manchas marrons que surgem devido à exposição solar acumulada ao longo dos anos. 
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória: manchas que aparecem após uma inflamação ou lesão na pele, como acne, queimaduras ou procedimentos estéticos. 
  • Câncer de pele: a exposição prolongada ao sol sem proteção pode levar ao desenvolvimento de câncer de pele, incluindo carcinomas basocelulares, espinocelulares e melanomas. Alterações na cor, tamanho ou forma de manchas e pintas devem ser avaliadas por um dermatologista. 

Qual é o impacto do sol na sua pele? 

Os raios ultravioleta (UV) têm a capacidade de penetrar profundamente na pele e causar danos cumulativos ao longo dos anos, que inclui o estímulo ao aparecimento de manchas como o melasma e as manchas senis, além do envelhecimento precoce e até o desenvolvimento de câncer de pele.  

Pense assim: imagine uma fruta que fica exposta diariamente ao sol sem proteção. Com o tempo, ela perde o viço, enruga, apresenta alterações em sua superfície e, finalmente, se torna imprópria para o consumo. 

Da mesma forma, a sua pele é impactada pela radiação contínua e, caso você não cuide dela adequadamente, os danos podem ser irreversíveis! Além disso, o surgimento de manchas é uma das primeiras respostas da pele aos efeitos prejudiciais do sol, especialmente em áreas que ficam frequentemente descobertas, como rosto, pescoço e braços.  

Aqui no consultório, eu costumo enfatizar que cada pessoa tem um nível diferente de tolerância à exposição solar — enquanto alguns parecem menos sensíveis, outros podem apresentar manchas rapidamente.  

Por que algumas pessoas têm mais tendência a manchas na pele? 

Muitas pessoas que chegam até mim relatam que familiares também costumam desenvolver manchas, o que não é coincidência. Sabe por quê? Fatores genéticos desempenham um papel importante nessa predisposição.  

Além disso, alterações hormonais, como as que ocorrem na gravidez ou devido ao uso de anticoncepcionais, podem aumentar a sensibilidade da pele ao sol.  

Outro ponto que sempre explico é que hábitos diários também influenciam, como o uso inadequado, ou até mesmo a ausência, de protetor solar, combinado com a exposição prolongada em horários de alta intensidade de radiação, agravando ainda mais o surgimento dessas marcas.  

Se você já tem manchas na pele, como reagir em relação à luz do sol? 

Ter manchas na pele é um sinal claro de que sua sensibilidade ao sol está aumentada, por isso, você deve dar ainda mais atenção a medidas de proteção. Algumas dicas que sempre compartilho são:  

  • Evite exposição direta ao sol entre 10h e 16h: nesse período, a radiação UV é mais intensa.  
  • Acessórios que protegem: chapéus de aba larga, óculos de sol com proteção UV e roupas com fator de proteção solar são aliados valiosos.  
  • Considere barreiras físicas: se estiver em ambientes externos, busque sombras ou use guarda-sóis, diminuindo a exposição direta à radiação solar. 

É importante continuar acompanhando as manchas de perto com um especialista para evitar que elas se agravem, por isso, estou à disposição para te ajudar a construir uma rotina eficaz de cuidados e, caso necessário, iniciar um tratamento para melhorar o aspecto da pele e restaurar sua saúde.

Tecnologias e tratamentos para manchas solares: como eu posso ajudar você? 

Hoje, cuidar das manchas de forma eficaz só é possível graças à associação de uma rotina de cuidados com a pele personalizada e tecnologias inovadoras disponíveis na dermatologia. No meu consultório, utilizo recursos como laser e peelings químicos, sempre ajustando cada procedimento às necessidades individuais de cada paciente. 

Se as manchas já surgiram, existem diversos tratamentos que podem ajudar a clarear a pele e uniformizar o tom: 

  • Cremes despigmentantes: produtos com ativos como hidroquinona, vitamina C, niacinamida e ácido kójico podem ajudar a reduzir manchas. 
  • Peelings químicos: promovem a renovação celular e auxiliam na remoção das camadas superficiais da pele. 
  • Laser de picossegundos: promove a quebra do pigmento e auxilia na remoção e clareamento das manchas. 
  • Microagulhamento: estimula a produção de colágeno e pode ser eficaz no tratamento de manchas e cicatrizes. 

A exposição ao sol pode ter impactos significativos na aparência da pele, mas com cuidados adequados, é possível prevenir e tratar as manchas de forma eficaz. Consultar um dermatologista é essencial para identificar a causa das manchas e encontrar o melhor tratamento para cada tipo de pele. Proteja-se e mantenha sua pele saudável e bonita em qualquer estação do ano! Entre em contato comigo e agende uma consulta. Estou te esperando!